Pesquisadores brasileiros identificaram espécies do gênero Trichoderma capazes de eliminar completamente os escleródios de Sclerotinia sclerotiorum, fungo causador do mofo-branco. Testes em laboratório mostraram que cepas de Trichoderma yunnanense e Trichoderma dorotheae inibem até 100% a germinação do patógeno. O destaque foi para o T. yunnanense, com 97,5% de eficácia média.
O estudo aponta um novo caminho para o controle biológico da doença, historicamente combatida com fungicidas de alto custo e impacto ambiental.
O mofo-branco sobrevive por anos no solo graças aos escleródios. O mofo-branco na soja provoca perdas anuais de até US$ 1,47 bilhão, no Brasil.
O uso do Trichoderma vem crescendo muito no manejo contra o mofo-branco que conta também com outros microrganismos aliados, entre eles a Clonostachys rosea, outro fungo que segundo dados da Embrapa, nos ensaios controlou 100% dos escleródios do mofo-branco.
O biocontrole deve integrar estratégias como rotação de culturas com gramíneas, uso de sementes sadias, sanitização de máquinas e adição de matéria orgânica. Essas práticas reduzem o inóculo inicial e favorecem microrganismos benéficos.
Durante o estudo, nove espécies de Trichoderma foram isoladas em áreas de agricultura orgânica. T. yunnanense e T. atrobrunneum mostraram maior capacidade de suprimir o mofo-branco.
Fonte: Revista Cultivar





